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28 de agosto de 2025

{Resenhas que você não pode ler de Quinta} Po-po-poker face

Olha, talvez eu esteja incrivelmente errado em muitas coisas na vida, e, eu não duvido que eu esteja, mas eu genuinamente acho que Natasha Lyonne é uma atriz extremamente carismática (mesmo se isso não significar necessariamente que seja uma boa atriz sob algum critério mais específico) e por essa métrica eu gosto ver projetos com ela.

Por um bom tempo eu quis assistir a Poker Face - vendo as propagandas, inclusive os anúncios que mostravam Lyonne trabalhando com John Mulaney (e ele aparece em apenas um episódio) - e, honestamente o primeiro episódio me mostrou enorme potencial com um elenco extraordinário e uma premissa muito boa (muito boa mesmo), em que Lyonne é basicamente um detector de mentiras (sarcástico) humano que trabalha em um cassino com sua melhor amiga, e, uma tempestade de merda atinge suas vidas.

O primeiro episódio tem direção de Rian Johnson (de alguns de meus filmes favoritos de mistério como Entre Facas e Segredos) e conta com um elenco bastante estrelado que inclui mas não se limita a Adrien Brody, Rhea e Ron Pearlman, Steve Buscemi e mais meio mundo em apenas duas temporadas/22 episódios e eu não ficaria surpreso se eles tirarem o Rick Moranis de aposentadoria para a terceira temporada...

Mas o final do primeiro episódio me desanimou de tal maneira que eu acabei pulando quase toda a primeira temporada para ver se melhorava, e para não entrar em spoilers (que eu já evitei até agora) eu vou concluir a resenha primeiro para depois falar do grande problema para mim com esse primeiro episódio.

Os episódios são construídos de maneira que seja/pareça mais com filmes curtos (de uma hora/quarenta e tantos minutos) do que com uma série de fato, tanto que poucos são atores recorrentes, a estrutura das câmeras e enquadramentos, e os roteiros trabalham nessa estrutura também, com narrativas curtas para funcionar com começo, meio e fim ainda que mantendo a mesma protagonista lidando com uma ameaça constante que a mantém fugindo.

Até aqui, nada muito novo (o seriado do Incrível Hulk ou Kung-Fu com o David Caradine só pra citar dois nessa estrutura), o material se destaca pelo excelente número de astros e pela qualidade da direação e câmeras, além, claro do carisma incrível da protagonista.

O problema reside no roteiro e ele retorna ao roteiro quando ele precisa funcionar, e, puta que pariu, de novo e de novo eu me vi desapontado com o material nesse quesito, e, para entrar em detalhes precisarei de alguns spoilers então se ainda te interessa ver a série sem os spoilers aqui termina a resenha.

Bons atores, boa direção, roteiro fraco, mas vale a pena se você não quiser nada particularmente desafiador ou, sabe, interessante. Se você preferir o exato mesmo mas com bom roteiro particularmente desafiador, tem The Cleaner do Greg Davies, e, esse eu realmente recomendo.

 

 

Ok: Spoiler a partir daqui, não diga que não foi avisado.

 

 

Vamos lá:

 

Eu falhei em explicar a premissa do primeiro episódio pois isso traria alguns spoilers sobre o episódio que estragam o material, então talvez não seria bom falar sobre eles, mas honestamente o fim estraga o episódio da mesma medida, então...

Vamos lá: O primeiro episódio nos mostra a amiga da protagonista sendo assassinada em sua casa depois que ela descobre algo terrível no seu lugar de trabalho, mas, o assassinato foi uma armação para parecer que foi o marido dela (um bêbado abusador).

Natasha Lyone percebe que existem vários sinais errados, e, acaba descobrindo a identidade do assassino - enquanto ela inadivertidamente trabalha com ele em um esquema/negócio. Ok, então chegamos a praticamente Frasier com suspense enquanto os personagens tentam enganar uns aos outros e esconder seus segredos enquanto arrancando informação uns dos outros.

O problema é que, quando Natasha descobre toda a verdade - sobre quem matou sua amiga e que tem armas e sangue frio para operar uma execução e fraudar a cena do crime, além de controlar a polícia local na investigação - bem, o que ela faz?

Busca ajuda de alguma agência federal de investigação e entrega as informações? Confronta o criminoso a uma distância segura após confirmar o sucesso de seu plano (talvez até por telefone)? Confronta o bandido conforme a polícia aguarda para confirmar a confissão do criminoso e prendê-lo...? Confronta o bandido com a ajuda de algum outro bandido maior (inclusive algo que faria mais sentido no contexto do episódio e da série)...? Foge o mais longe possível sem olhar para trás...?

Não... Nenhuma das anteriores, ela só vai confrontar o criminoso, completamente desarmada e sem qualquer trunfo ou plano, para tripudiar e dizer que ela descobriu o que de fato ocorreu... E aí ela foge da máfia e de gente armada que quer matá-la pelo restante da série sem o menor propósito ou motivo (inclusive com cenas em que ela aleatoriamente escolhe o próximo lugar para ir).

25 de agosto de 2025

{Resenha Lixo} Pau(mole)cificador - Segunda Temporada

Tá, é só o primeiro episódio e pode melhorar muito (até porque pra piorar, aí sim eles precisariam se esforçar bastante - ou só chamar o Zack Snyder), mas, puta merda... É muito ruim.

E começa já com a abertura que tem um downgrade gigantesco. A primeira tem uma música enérgica, forte que te prende da primeira nota e que traz faz uma mescla extremamente interessante e bem construída em termos do contraste da dança executada pelos personagens (sugerindo tons de violência) ao som de uma música animada. Essa temporada meio que tenta copiar a coreografia ao ponto que usa uma música bem mais lenta (e chata, mas aí, claro, é bem mais meu gosto que algo prático) sem oferecer algo novo ou interessante... Só parece um repeteco, mas, piorado.

Aí eu te pergunto: Então pra que mudar a abertura...? Quer dizer, existem atores que não voltaram para a segunda temporada enquanto outros novos são acrescentados, mas, nem é como se fosse uma exclusividade deste seriado de usar uma abertura mais antiga e popular de um outro momento... 

Você vê todo o potencial que está ali e existe e vê esse material desperdiçando de novo e de novo o seu tempo e o conteúdo que está nas telas. Nada do enorme potencial do final da primeira temporada reflete aqui (o Pacificador vendo seu pai morto, a filha de Amanda Waller expondo os segredos da estrutura e organização.. Droga, mudaram até a participação da Liga da Justiça num retcon safado) e mesmo do enorme potencial que os trailers para a segunda temporada prometiam (sabe, com as viagens por universos alternativos - ainda que isso seja o mote da segunda metade do episódio e inclusive acabe com um baita gancho que pode salvar o material a partir do segundo episódio), mesmo isso não está aqui.

A trama de vingança do Rick Flagg Sr? Fica para o próximo episódio (é, ele espera seis meses porque não mais um episódio?). Tim Meadows? Nem apareceu... Vigilante e Economos? Uma pontinha sem graça menor do que uma longa cena com uma orgia (é) e que daria facilmente para cotar (tanto a pontinha do Vigilante como a longa cena com a orgia - inclusive com isso apelando para um público maior que assistiu ao Superman e é o motivo do filme sair mais cedo dos cinemas).

Droga, tem várias cenas que são longas demais - como a entrevista com a 'Gangue da Justiça' ou a briga de boteco da Harcourt (que segue algo que a primeira temporada já fez, e, é recontado no resumo) - e é o final do episódio que traz qualquer vislumbre para algo mais interessante, ao ponto que eu realmente me pergunto... Porque esse não foi o ponto de início dessa temporada...? 

Não é como se todo o resto antes valesse a pena. 

Espero que eu me arrependa de criticar a segunda temporada com base em um episódio, mas, francamente eu não me vi nem animado para ver onde isso vai dar para me arrepender.

Fraco demais. 

21 de agosto de 2025

{Resenhas Impossíveis} Missão de Quinta Erro nas Contas

Missão Impossível: Acerto Final (ou Missão Impossível 8) é um filme de quase 3 horas que não sabe quando começar ou como começar, até porque, vale lembrar, o começo dele deveria ser o filme anterior (batizado originalmente de Acerto de Contas Parte 1 já com duas horas e quarenta e pouco), e, no quesito história enquanto não é lá muita coisa original nem sequer tenta ser muito interessante.

Uma inteligência artificial altamente sofisticada surgiu e pretende controlar o mundo, mas, ao contrário de Ultron com um corpo físico (para manifestar a motivação e servir de alvo para a agressão) a entidade é amorfa e virtual somente manipulando as coisas nas sombras.

Nada disso é particularmente uma ideia ruim quando consideramos que a ideia é que essa fosse uma franquia de espionagem, e em tese alguém manipulando decisões nas sombras seria o pão com manteiga do gênero... Ainda que a realidade de filmes com espiões tenham bem mais perseguições de carros e demonstrações inequívocas das ações dos agentes que, bem, ação nas sombras manipulando as coisas.

A IMF de Ethan Hunt depreda patrimônio público a cada cinco minutos enquanto cruza o planeta em busca de planos mirabolantes de criminosos terríveis (geralmente com planos ridículos que envolvem máscaras perfeitas que inclusive imitam a voz da pessoa original e mais toda uma sorte de absurdos).

Enquanto, não, Missão Impossível não é escrito por John Le Carre ou preze por qualquer crivo de coerência ou proximidade da realidade a ausência de um vilão claro e carismático numa franquia permeada por vilões carismáticos (como o emblemático papel de Phillip Seymour Hoffman no terceiro que rouba a cena a cada vez que está na tela), o que torna a franquia mais próxima de um filme de super-heróis que de espiões.

Então um bom vilão é chave para a coisa toda. Batman não enfrenta o conceito mais abrangente e filosófico do crime mas sim algum um idiota que se veste de palhaço, e é a personificação do mal nesse personagem que dá dimensão à luta ao crime. Com material sobre espiões, bem, ou a coisa ignora rapidamente a ideia de que espiões são basicamente ladrões operando para roubar informação de um lugar para o outro (geralmente governos ou para governos) e os colocam em cenários com grandes perseguições, lugares exóticos (mas ainda assim bastante públicos - e dos quais esses agentes não apenas teriam zero juridsição como causariam um incidente internacional).

E nisso bons filmes do gênero constroem bons antagonistas que são terríveis e justificam de maneira geral o motivo para esse espião agir em qualquer lugar do mundo deixando um gigantesco rastro de corpos e destruição em seu caminho (mesmo que contrarie tantos conceitos de acordos de soberania e hegemonias nacionais) e está tudo bem.

Não importa muito se Bond ou Ethan Hunt foi para um um país onde matou metade da população só para invadir um servidor e obter alguma minúscula informação que mal representará algo relevante para a trama mais tarde desde que o vilão seja icônico e relevante, e, porque se eu quisesse alguma história coerente sobre espiões eu assistia Slow Horses ou lia John Le Carre!

Quem vê esses filmes espera explosões, mulheres atraentes como interesses amorosos, cenas de ação incríveis (de preferência em locais exóticos) e vilões carismáticos e interessantes.

Missão Impossível funciona muito bem para boa parte desses elementos, e, em alguns dos filmes melhor até que Bond conseguiu em anos recentes, ainda mais com as noções que Tom Cruise usou para criar cenas sem dublês que desafiam os limites de cenas de ação, e, com algumas exceções dos primeiros dois filmes (que são bem ruins na minha modesta opinião - principalmente o segundo, mas o menos que falarmos de um filme com trilha sonora do Limp Bizkit, melhor) a série realmente construiu uma gigantesca reputação com brilhantes cenas de ação, muito bem executadas mesmo se os vilões em momento algum conseguissem o mesmo nível do terceiro filme (mas honestamente competir com Seymour Hoffman seria difícil pros melhores).

Legal, mas o que tudo isso significa para o oitavo filme da franquia...? Muito pouco, é verdade, mas, nem tanto assim uma vez que o filme tenta deseperadamente agarrar os fãs pela nostalgia com cenas e mais cenas reconstituindo eventos dos filmes anteriores para solapar a noção de que essa é uma série que vem correndo por mais de trinta anos nesses oito filmes e, enquanto esse é um ponto tão bom quanto qualquer outro para terminar as coisas (ainda que o sexto filme seja o final perfeito para a série), eu passei mais tempo tentando lembrar os eventos do filme anterior do qual esse é uma continuação direta (afinal ele serria a parte 2 para ele), mas eu simplesmente continuava de novo e de novo não me importando com a ameaça ou a a ameaça da 'Entidade'.

E o filme demoooooooora para engrenar (ainda que não tanto quanto o sétimo filme, mas aquele eu acho que só engrena na última cena depois de mais de duas horas).

Mas quando engrena aí vai, né?

Beeeeeeem... Não muito. O filme ainda gasta muito tempo tentando justificar sua narrativa e a ameaça terrível da 'Entidade' e fazer flashback aos eventos dos outros filmes para... zzzzzz.

E olha, tem algumas cenas bem interessante porque eles são capazes de fazer cenas como ninguém e esses personagens sentados numa mesa para fazer o imposto de renda ainda é muito mais interessante que uma novela da Glória Perez, mas não justifica nem esse filme de 3 horas e nem as quase 6 horas deste oitavo com o sétimo para forma um único grande filme.

De novo, podia fácil terminar no sexto filme que terminaria numa ótima nota, aqui é um negócio bem melancólico e dispensável. 

14 de agosto de 2025

{Resenhas do Pedaço} O Rei da Quinta

Existe uma tendência estranha recente de capitalizar em todo tipo de franquia antiga para um novo recomeço... Futurama, That 70's Show, Full House, Dexter (com DUAS CONTINUAÇÕES e uma prequela!!! - e isso tudo é parte de um problema bem maior que não dá tempo de aprofundar sem degringolar demais)... Droga, Beavis e Butthead foram relançados (e eu honestamente não entendi o ponto quando a série era tão sem graça que a única coisa que salvava eram os interlúdios com clipes de música), e enquanto eu vejo tudo isso como sinais claros de falência criativa, nesse caso pelo menos faz sentido.

King of the Hill/O Rei do Pedaço é uma série de humor conservador, ou ao menos num primeiro momento é o que parece. O protagonista e todos os personagens ao seu redor são republicanos texanos conservadores até o último fio de cabelo, mas, ao contrário de outros materiais mais pobres e incompetentes que surgiram nos últimos anos simplesmente exaltando esse tipo de idiota (sabe, republicano texano conservador - como Mr Birchun ou uma versão conservadora de Bluey com o idiota do Rob Schneider), só que, bem, essa não é uma série política.

Quer dizer, eles são republicanos até o último fio de cabelo e vários aspectos do que existe de pior sobre esses republicanos/maga/masculinidade tóxica (e segue) são explorados pra destacar que isso não faz parte dos valores tradicionais e conservadores... Alguns episódios focados nisso de maneira mais categórica (com o vizinho Dale que é 100% conspiracionista Qanon, ou quando Hank acaba num retiro à Andrew Tate), mesmo que com resultados um tanto acovardados e sem grande convicção - ainda que enfatizando que isso está errado. 

Mais até, em mais de um episódio Hank se depara com cenários da mudança do mundo nas últimas décadas (que é justificado pelo fato que ele estava trabalhando na Arabia Saudita e não acompanhou muito do mundo nesse intervalo), e ainda que tenha aquele humor de boomer sobre como o mundo mudou e ele ficou para trás e como isso não faz sentido ou o que for, Hank mais frequentemente que não aceita as mudanças (e, não obstante, se depara com mudanças que ele de fato gosta), ou, mesmo quando se depara com coisas diferentes como a garota vegana que namora o filho Bobby (e, ainda que seus valores sejam diferentes, ela é aceita e respeitada da mesma forma que os demais amigos e vizinhos).

E, enquanto eu comentei que a série é 'covarde' em não por o dedo na ferida e de fato discutir temas mais polêmicos e controversos com maior esforço, bem, talvez não seja de fato uma crítica legítima e válida, pelo menos quando olhamos para o restante do material do criador Mike Judge (e vide o já mencionado Beavis e Butthead) que, não é particularmente ousado ou sequer capaz de refletir algo mais complexo seja sobre seus personagens ou sobre narrativa ou mesmo em termos de comentário e crítica social.

Droga, mesmo o material mais 'ousado' de Judge, Idiocracia, não é tão pungente assim (sim, todo o comentário é que o QI das pessoas está caindo porque gente idiota tem mais filhos e gente esperta menos - e eu nem quero entrar nesse seara de discussão para não degringolar demais).

Mas, e isso é importante, comparado com o contexto do que surgiu desde o cancelamento de O Rei do Pedaço, quando olhamos para outros materiais que existem e estão no ar em outros serviços de streaming por aí - como Rick e Morty ou Bojack Horseman ou It's Always Sunny in Philadelphia, é fácil notar o quão sem peso as críticas e comentários o material tem...

Funciona para o que a Disney quer e precisa, e oferece algum apito de cachorro aqui e acolá para a galera Maga se ver representada (e mais que reconhecida até justificada como parte funcional da sociedade).

Se você conseguir ignorar isso, existe algo que valha a pena? Bem, honestamente, nada diferente de séries bem melhores por aí e nem é como se personagens e histórias fossem boas o suficientes para se sustentar por conta própria (tudo se mantém numa estrutura próxima demais do status quo e clichês para ser interessante - os pais quase perdem dinheiro numa ação estúpida, mas tudo dá certo no último segundo, o filho passa a temporada em busca de romance e as coisas funcionam quando encontra a paixão do colegial e tudo se acerta até o final da temporada)...

Se sua lista de material para assistir for pequena, tente. Talvez você encontre alguma coisa interessante aqui. 

11 de agosto de 2025

{Resenhas de zzzz...} Bailarinha e Michaelcain

Eu não lembro qual foi o último filme da série John Wick que me empolgou (e talvez tenha sido o primeiro apenas), mas quatro filmes (com o personagem - e infelizmente alguns atores incríveis do filme também - morrendo no último e mesmo assim já anunciaram um quinto), além de uma série que eu acho que ninguém assistiu sobre o Hotel da franquia, chega um spin-off com Ana de Armas (sim, um sobrenome bastante propício para uma pessoa que faz o papel de uma assassina), e, puta merda eu acho que eu dormi antes do filme efetivamente começar e eu não me lembro de absolutamente nada que acontece nele - além de ter a Ana de Armas como assassina no universo de John Wick.

Por outro lado temos uma tentativa de criar uma nova franquia por outro um spin-off, e, talvez eu só esteja cansados das fórmulas de filmes de ação modernos nos últimos vinte e tantos anos, mas, olha, eu não consigo me importar com esses personagens e suas histórias.

Talvez porque as histórias são clichês ou desinteressantes, talvez porque os personagens não parecem mais do que aspectos e curiosidades que o roteirista inseriu num contexto (sabe, a menina que fugiu da execução do pai para se tornar uma mega-assassina nível John Wick ou o rapaz que tem uma doença rara e por isso virou um super-herói)...

Bailarina é um filme fraco e sem inspiração enquanto Novocaine é um filme forçado (que tenta te chocar com violência extrema) e sem inteligência.

Então... Vale a pena assistir o Hughie de The Boys não sentindo dor enquanto caça e mata criminosos ou Ana de Armas agindo como uma bailarina que mata gente nas horas vagas...?

Eu honestamente não consigo dizer que sim.

Quer dizer, se a sua alternativa for de um destes filmes ou assistir a cinco minutos do melhor de Leandro Hassum (ainda que eu acredite que isso é 4:59 minutos a mais do que seria aceitável pelos tratados de Genebra), é óbvio que é melhor assistir a estes dois filmes na sequência sob efeito do método Ludovico te impedindo de piscar inclusive, mas em condições normais de temperatura e pressão, esses filmes são tão terrivelmente medíocres que não dá nem pra ficar bravo deles serem ruins ou desinteressantes.

Um gigantesco 'meh'.

E esse talvez seja o melhor elogio para colocar no pôster do material... 

7 de agosto de 2025

{Resenhas de Quinta} 28 Anos tarde demais

A primeira coisa que você imediatamente pensa sobre uma continuação é a de entender o filme que o antecede, certo?

Bem... Com Extermínio: A Evolução (eu odeio esse título então usarei a partir daqui a tradução literal de 28 Anos mais tarde) é um daqueles casos em que, honestamente, a melhor opção é ignorar completamente que essa é uma continuação e assistir a parte de qualquer coisa que você saiba ou se lembre do primeiro.

O primeiro saiu em 2002 e meio que deu início a toda a onda de filmes e material sobre zumbis que veríamos nas duas décadas seguintes (The Walking Dead começa um ano mais tarde com a mesma premissa nos quadrinhos - do protagonista acordando depois que o mundo já foi conquistado pelos zumbis, e, Todo mundo quase morto saiu dois anos mais tarde junto com A Madrugada dos Mortos de Zack Snyder em 2004), além de servir de estopim para a carreira do brilhante Cillian Murphy.

Com o filme de 2025 nós temos Kraven, o Caçador ensinando seu filho como sobreviver em um mundo que, bem, já lida com a crise dos zumbis como um inconveniente recorrente (mas que eles aprenderam a superar)... E existe toda uma gama de tentativa de construir algo experimental e esquisitão talvez para se diferenciar de outros filmes do gênero que surgiram nesses vinte e três anos desde o primeiro.

Basicamente essa é a primeira parte - o ritual de iniciação do garoto na realidade do mundo maior onde zumbis existem e ainda são um enorme perigo, até seu retorno para o abrigo protegido com o pai, mais ou menos na marca de 48 minutos, que trazem um cenário de problemas domésticos para esse contexto (com a mãe com problemas psiquiátricos enquanto o pai busca algum rabo de saia e espanca o filho por fazer perguntas demais - algo mais próximo de outro filme de Boyle que também ganhou uma continuação vários anos depois Trainspotting), e, isso meio que força, na marca de uma hora, ao filme a começar efetivamente com o propósito e a jornada do garoto em encontrar um médico de verdade para a mãe (onde eles tem uma motivação e os riscos parecem bem mais reais do que o mero rito de iniciação) e é onde encontramos Ralph Fiennes que é o personagem mais interessante do filme (e que aparece por pouco mais de vinte minutos).

O problema é que, essencialmente, não existe um propósito claro ou qualquer direção para os eventos do filme... De repente temos uma manada de renas correndo ou um ataque de zumbis em um posto de combustível ou um parto de uma zumbi grávida (não me pergunte)...

E meus ovos, o final do filme é horroroso.

Quer dizer, como eu disse, o personagem do Ralph Fiennes é a melhor coisa do filme, e, suas cenas são extraordinárias humanizando a situação e o contexto em que os personagens estão inseridos, terminando com uma nota extraordinariamente alta (tanto pelo impacto emocional como pela cena que é produzida e apresentada), e, o filme poderia facilmente terminar ali, com, no máximo a cena seguinte que serve como um breve epílogo para que Spike explique para sua família o que aconteceu.

Se terminasse aqui, eu ainda acho que o filme seria bem 'meh', mas seria razoavelmente interessante pelo menos. Termina pouco após a melhor cena do filme, termina pouco após do que o filme produz de melhor, mas ele resolve continuar mais um pouco... E, olha, eu sei que eles querem fazer uma trilogia (porque o Danny Boyle precisa terminar a mansão nova dele ou ele está triste de ter só uma Ferrari), mas caralho que final bosta.

Eu não quero estragar o final para ninguém, e sei que ele faz sentido com elementos apresentados antes no filme - mas nada disso é o problema.

O problema são os acrobatas platinados lutando como dublês rejeitados dos Power Ranges (inclusive com roupas coloridas e armas esquisitas) que contrasta completamente com o restante do filme que tem um tom bem mais sóbrio e coerente (mesmo em seu absurdo) e termina somente como algo bobo e, honestamente, pouco interessante. Pra mim, inclusive, termina deixando mais vontade de ignorar tudo o que vier depois da cena com Ralph Fiennes e fingir que tudo foi um sonho de febre do protagonista...

Inclusive as continuações que virão... 

31 de julho de 2025

{Resenhas que saem do muro} South Park de quinta

Você deve ter vistos as imagens, e talvez até o primeiro episódio da vigésima sétima temporada de South Park após um longo e complexo processo de renovação de contrato (após uma série de problemas de bastidores que eu honestamente não acho relevantes ou me importo em saber em mais detalhes) além de uma gigantesca fuuuuuusão entre a empresa que exibe a série no streaming para o mundo todo (e, que recentemente anunciou o cancelamento do programa de Stephen Colbert - apesar de índices de audiência - para agradar o governador dos Estados Unidos, Donald Trump).

Existe mais para essa história - com a situação do programa jornalístico 60 minutos, processos ao Wall Street Journal por exibir uma matéria que vincula claramente o Taco extra laranja com o pedófilo notório Jeffrey Epstein e uma propina gigantesca covardemente paga pela companhia que é dona de South Park antes da renovação (multimilionária) dos direitos de renovação para a nova temporada do seriado - e, nesse cenário os criadores do show resolveram tirar as luvas de pelica e sair do muro em que ficaram desde pelo menos 2016 com a primeira eleição do laranjão (ainda que, verdade seja dita, eles acreditassem que Trump perderia - e não apenas no voto popular).

O primeiro episódio da nova temporada claramente mostra Trump como o preisdente e nada mais daquela bobagem do senhor Garrison com maquiagem laranjada, e não é uma versão do cara - é a foto dele como fizeram com Sadam Hussein nos anos 1990, e, como Sadam, ele também está em uma relação amorosa com o diabo, aparecendo frequentemente na cama com o mesmo...

E, olha, enquanto eu acho que esses caras tirando sarro do Trump não só é algo necessário e importante (ainda mais quando todo mundo mais parece acovardado e aceitando como natural um comportamento submisso e passivo preferindo pagar propinas mesmo quando do lado certo e justo ao invés de arregaçar as mangas e lutar - porque afinal de contas um pedófilo laranja é muito mais poderoso que todo um país ao que parece), eu confesso que não vejo como algo moderadamente corajosa ou sequer bravo como eu percebi a resposta comum na mídia corporativa ao assunto.

Mas, em um mundo que o Quarteto Fantástico ou o Superman são filmes wokes porque retratam pessoas sendo gentis em meio a todo esse discurso da terrível mensagem de 'corrupção social' como a galera da direita quer te vender, um show desafiar um idiota semi analfabeto cujo cérebro está definhando pelas últimas três décadas pra dizer o mínimo (ainda que não fosse lá grande coisa para começo de conversa) de fato até parece um ato de coragem ainda mais quando vem dos mesmos sujeitos que passaram quase duas décadas com uma picuinha mesquinha com o Al Gore por ter vencido um Oscar que eles não conseguiram, e, que, sabe, também tentaram normalizar todo o comportamento de Trump durante o primeiro mandato e os anos subsequentes - mas, é, importante mesmo era tirar sarro do Al Gore.

Sei lá, não me motivou a voltar com South Park depois de anos longe, e nem achei tão interessante ou inteligente (por mais que de fato exista uma série de críticas bem colocadas como o sequestro que a direita faz de Cristo sem entender sua mensagem e basicamente tudo e qualquer comentário sobre Trump), ainda que as repostas da Casa Branca sejam até mais hilárias que o programa e me façam pelo menos querem que eles continuem o resto da temporada fazendo com que esse primeiro episódio seja só uma pequena e minúscula amostra do que pode vir (ainda mais quando não chegaram perto de cobrir o Garbage Pail Vance ou o escândalo ridículo do Signal ou, bem, qualquer assunto que não o novo amante do Satanás)... 

Só que me parece só um negócio mesquinho e sem uma real mensagem.

E meio tarde demais. Talvez um ano atrás esse mesmo episódio faria alguma real diferença ou eu olharia com olhos bem melhores que, o que eu realmente vejo...

Ainda mais porque eu não duvido que logo logo a Paramount tire do ar e o negócio todo ganhe mais gás pela polêmica de ser um episódio proibido - como foram os episódios 200 e 201 com a imagem de Maomé - sem de fato se importar com a qualidade e bons episódios.

Ao final da temporada, quem sabe eu não volte a reexaminar essa minha análise. 

24 de julho de 2025

{Resenhas Coloradas} O Chapolin das Resenhas!


Eu acabei assistindo a uma boa parte dos episódios da série da HBO "Sem Querer Querendo" sobre a história dos bastidores da criação de Chaves, Chapolin e outros tantos personagens de Roberto Bolaños... E enquanto é interessante - e muita coisa foge do que imaginamos sobre essas séries ou seus contextos históricos - eu confesso que não me vi particularmente empolgado, principalmente pelo quanto o material tenta forçar a barra com paralelos de inspiração que mostram Bolaños criando por acidente tudo e mais um pouco, geralmente com a influência direta ou não de alguém em sua família, deixando de lado uma série de elementos que me pareciam mais interessantes (como no livro de mesmo nome em que antes mesmo do nascimento, já existe todo um drama no casamento dos pais de Roberto além de um contexto histórico mais abrangente sobre o cenário do México nesse período).

Dito tudo isso, eu confesso que pela primeira vez em muito tempo eu tive real interesse em assistir ao material de Bolaños e dar uma chance real, afinal, eu sei que essa não é particularmente uma opinião popular mas eu não gosto do Chaves.

 

 

 

Tá, eu consegui escrever essa frase sem ser executado por uma turba de fãs violentos com tochas, então deixe eu elaborar um pouco mais: Não é que eu ache o Chaves particularmente ruim ou mal escrito sob nenhum contexto...

De maneira geral, o material é repetitivo e derivativo (com muitas piadas que são similares ou orquestradas dentro da mesma estrutura sucessivamente), e isso faz sentido pelo contexto histórico, quando não apenas o orçamento era curto mas toda a equipe tinha que produzir mais de um episódio de cada uma dessas séries por semana por um longo período de tempo.

Droga, quando você assiste em alguma sucessão inclusive repara que vários episódios tem o mesmo roteiro mas que foram filmados com atores diferentes ou em momentos diferentes - como quando um ator deixou o seriado ou tentaram trazer alguma outra atriz para ingressar ao elenco.

Com o Chapolin, porém, a coisa parece mais orgânica e funciona de maneira bem diferente. Ainda que alguns vilões se repitam (e nisso os cenários), muitas vezes as soluções e situações seguem rumos distintos. Chapolin tradicionalmente é um idiota bonachão bem intencionado e isso leva a resultados humorísticos bem mais interessantes que o pobre garoto órfão que vive faminto, inclusive porque o gafanhoto vermelho pode aparecer em qualquer lugar em qualquer época (quase como o Pernalonga ou Pica-Pau).

A diferença, claro, é que nem todas as piadas soam tão inócuas ou bem intencionadas pois foram feitas para os anos 1970, mas, bem, o material pelo menos é bem mais criativo e oferece algum potencial que é limitado pelo orçamento (limitado)... Ao ponto que eu genuinamente acho que, com um orçamento minimamente decente e um pouco mais de refinamento narrativo, o material seria realmente incrível.

Quer dizer, existe algo bastante genuíno no quase amadorismo que se monta pela falta de efeitos especiais decentes (ou figurino, ou cenário ou...), e talvez essa seja a real magia que faz a ideia toda funcionar, mas honestamente eu acho que falta muito pouco para ser algo no nível de Steve Gerber com o Pato Howard ou qualquer história humorística bem escrita envolvendo super heróis.

E isso é um paradoxo crucial para o charme do personagem. Sem esse amadorismo, e figurinos e cenários porcos, é bem provável que acabaria barrando em aspectos menos técnicos ao criar algo que pareceria, paradoxalmente, mais artificial pro ser menos genuíno... Sabe, como os Trapalhões, barrando na suspensão de descrença e efetivamente caindo no circense, algo que só funciona num contexto perfeitamente específico e descolado da realidade (e, que, hoje em dia funciona cada vez menos e menos).

Talvez o maior fascínio do Chapolin resida mesmo nesse paradoxo de como ele funciona encapsulado nesse contexto enquanto ainda consegue oferecer algo maior e mais complexo - e, ao meu ver, oferece algo mais dinâmico e inteligente que tudo dos outros trabalhos do Bolaño, por mais que os fãs babões me persigam e exijam uma retratação... 

 

[Editado em 29/07] Para não gastar uma nova resenha com o seriado Chespirito - Sem Querer Querendo: Bem medíocre e vai chamar mais atenção pela polêmica dos atores que não cederam seus nomes e até mesmo semelhanças que estão reclamando que existe manipulação e incongruências contra eles... E, honestamente, eu não vou nem fingir que me importo.

Sim, a Dona Florinda e o Quico saem bem queimados na história toda, mas será que qualquer dos elementos lá demonstrados é mentiroso ou só os pinta de maneira menos favorável que eles gostariam...?

Se você é muuuuuito fã do Chaves, eu duvido que não vá gostar.

Mas se você é muuuuuito fã do Chaves, assista ao Chaves que você vai gostar mais [/fim da edição] 

20 de julho de 2025

{Editorial} O problema da canalhice corporativ(ist)a

Com o "tarifaço" anunciado pelo TACO na semana passada, parece que esse é o único assunto que a mídia corporativa brasileira resolveu focar, além de, é claro, defender que o Caveira Laranja está certo, inequívoco e irrestritamente.

Cabe a William Wagner, KKKNN, Jovem Klan, Alexandre Von Garcia e tantos mais tentarem todo tipo de malabarismo para justificar que tudo isso é extremamente coerente e normal e que o Brasil foi escolhido pelo comportamento amoral promovido por nossa suprema corte na perseguição política a um valoroso... Droga eu nem consigo concluir isso sem vomitar.

Claro que eles ignoram que em 21 de maio o homem mais laranja do mundo tentou emboscar o presidente da África do Sul na Casa Branca (dizendo que existe um Appartheid reverso em curso na nação africana) pouco depois de fazer manobra similar contra a Ucrânia (em que o Garbage Pail Vance insistia que o Danilo Gentile dos balcãs não agradeceu suficiente a 'Múrica)... Isso sem contar ameaçar anexar a Groenlândia (território pertencente a uma nação da OTAN) ou mesmo agir de maneira desrespeitosa e chamar de Governador o primeiro ministro Canadense (indicando a incorporação do país)... Ou mesmo que o Japão (que já tinha negociado um acordo tarifário) foi sobretaxado também.

Pra canalhas oportunistas como o vice-líder do PL (ao lado de uma ex-ministra, diga-se de passagem) ou de Governadorzinho pé-de-chinelo que gosta de vermelho (quando é produzido na China e) com frases em inglês é oportunidade de tentar vender mais absurdos.

Curiosamente falta a lucidez de apontar que, bem, nada disso é normal e coerente.

Os Estados Unidos que criticam Moraes por não dar 'liberdade de expressão' ao vetar uma companhia que não quer seguir legislação brasileira para operar no território (brasileiro) ou ao Pix por servir de 'concorrência desleal', curiosamente querem nos fazer esquecer que pouco tempo atrás o novo amigão do velho amigão de Jeffrey Epstein estava passando por audiências no congresso por formação de monopólio, enquanto o agregado de estados quer impor que para o TikTok opere lá ele seja obrigado a vender seu controle e seja administrado por uma empresa ou conglomerado da 'Múrica... Sabe, concorrência leal.

Sabe, como aconteceu no começo dos anos 2000 (a notícia do link é de 2007, pra se ter uma ideia) quando o etanol brasileiro vinha ganhando tração e se tornando uma alternativa verde fantástica (e que poderia facilmente reverter a maré), mas que os EUA passaram décadas tentando boicotar de toda forma e limitar a expansão do etanol e biodiesel ou produzir uma alternativa própria (sem muito menos funcional ou eficiente que o nosso de cana-de-açúcar) até que uma empresa estadunidense lançou carros elétricos e aí o etanol é ruim e prejudicial e tudo o que mais. Sacou a 'concorrência leal', né? E isso é só um dos muitos casos ao longo de décadas e décadas.

Nada disso é normal e não adianta fingir ou tentar insistir que exista qualquer lógica ou coerência nisso tudo por questões de balança comercial ou argumentação para compensação por concorrência desleal.

Goste ou não, o Brasil está fazendo o certo ao levar a sério as múltiplas ameaças dos EUA (mesmo que correspondem a menos de 2% do volume de nosso PIB) enquanto foca em acordos bilaterais muito mais benéficos e vantajosos com China, União Europeia, com o próprio Mercosul e demais países do bloco dos BRICS, e enxergar com enorme ceticismo e desconfiança qualquer proposta ou negociação que a terra do tio Sam ofereça é mais do que prudente. Outros países já passaram por algo similar e foram pegos de calças curtas com revisões de acordos firmados, então não dá pra acreditar mesmo depois de documento assinado como ocorreu com o Irã que fez de tudo para um acordo de colaboração que foi rompido (e depois o país foi atacado sem a menor provocação - sabe, enquanto Israel promove um genocídio em Gaza).

O amigão de Jeffrey Epstein está tentando se ver livre da cadeia mais do que fazer algo pertinente ou coerente, por isso faz o que ele faz de melhor como o mafioso que é, e chacoalha o vespeiro para chamar atenção enquanto bate a carteira do pessoal com medo das vespas (em alguns casos literalmente como o amigo de peruca portenha dele também fez - sabe, enquanto eles não conseguem nem comprar pão na terra do Messi)... Sabe, 'drenar o pântano'?

Nada disso é normal e não dá para tratar como se fosse.

Trump é um criminoso condenado (além dos muitos crimes pelos quais não foi julgado) que foi eleito à base de diversas práticas criminosas e desleais (Musk estava literalmente comprando votos durante a campanha e na eleição anterior como nessa a interferência tanto das mídias sociais com o direcionamento de publicidade como da mídia tradicional para matar matérias prejudicias ao laranjão enquanto se esforçando categoricamente para minar toda e qualquer chance de reeleição para Biden ou mesmo de pintar Harris ou Hillary como uma candidata legítima), e não adianta fingir ou ignorar isso para legitimar suas alegações ridículas ou suas ações.

Por mais que tenhamos que temer que o velho maluco que não consegue limpar a própria bunda sozinha tenha acesso a códigos nucleares, não devemos tratar muito diferente do velho maluco que encontramos na praça ou na rua...

Só mude de direção e siga com a sua vida... E nesse caso nem perca tempo tentando expor alguma empatia porque se trata de um monstro que qualquer punição cármica é pouca (ainda que o fato que o filho que leva seu nome se pareça mais com o Epstein que com ele - e a filha que ele tanto elogia também não se pareça em nada com ele - sejam bons indicativos que o carma age de maneiras misteriosas).

Mas que é problemático que tenhamos que lidar com tanto papel e bits gastos para dar voz para gente tacanha como William Wagner dizendo que tá tudo certo isso aí e tem mais é que taxar essa pourra e dar anistia para o Bolsonaro, nos dá bem mais a dimensão de que o problema real é bem maior e mais complexo.

Quer dizer, é claro que o problema é o Superman Woke (que Ben Shapiro diz que Lex Luthor está certo enquanto algum jogador de voleibol falido vai tentar seguir a mesma linha) que a esquerda quer nos vender a todo custo... Você sabia disso quando eu comecei a escrever o texto, eu tenho total certeza!

Afinal, liberdade de expressão é defender que o nazismo foi bacana (como o Monark fez e tá tentando ressurgir do inferno como se nada tivesse acontecido) mas falar mal de empresário (FICCIONAL DE UM UNIVERSO DE QUADRINHOS DE SUPERHERÓIS EM QUE O CARA TENTA DOMINAR O MUNDO DESDE A DÉCADA DE 1940!)...? Porra, coisa de comunista!

Saca? Não tem como falar de outra forma porque é muita canalhice.

É olhar um negócio que claramente está errado mas defender enquanto algo que é inócuo ou está dentro da coerência e seu contexto tem que ser mais perseguido que o monstro nos filmes preto e branco de Frankenstein...

Esse é o mundo em que estamos vivendo, mas enquanto uma galera tenta normalizar e contextualizar o absurdo, nós que somos racionais temos que tomar cuidado para não acabarmos engolfados nisso tudo.