Pesquisar este blog

4 de dezembro de 2025

{Resenhas Algoritimcas} Stranger It

Enquanto eu confesso que não gostei de quase nenhuma das temporadas de Stranger Things além da primeira e da terceira, e, existe toda uma gama de problemas que a gente poderia passar um bom tempo discutindo e desenchavando, e em grande parte porque a quarta temporada é bem ruim e esta temporada final (que eu sinceramente acredito bem pouco que seja de fato o final sem algum spin off, alguma série derivada como Strangest Things ou As Aventuras de Hop e Eleven - e, num mundo em que temos uma série derivada de The Office sobre um jornaleco, te parece de fato tão absurdo isso?)... Eu tenho que dar o braço a torcer que (ao menos até o momento) o que foi apresentado na temporada 5 é talvez a melhor continuação à primeira temporada.

Não é perfeito, claro, existem vários problemas sérios, um dos quais eu vejo como o dilema de One Piece, em que quanto mais se avançam os capítulos, mais irrelevantes conforme a série avança - e os conflitos aumentam exponencialmente - ao passo que outros personagens destoam justamente por acompanharem o aumento exponencial dos conflitos (deixando para trás os demais).

Quer dizer, Hopper era um xerife de uma cidade pequena (com seus dramas particulares) e quatro temporadas mais tarde sobreviveu à tortura numa prisão militar na Rússia ao passo que enfrenta largos grupos de militares altamente treinados (e bem equipados), enquanto a molecada da primeira temporada está terminando o colegial (e usa seu conhecimento de ensino médio para derrotar monstros transdimensionais e o exército da 'Murica).

E enquanto eu consigo aceitar os absurdos da ficção científica e do horror que a série embebe em seus conceitos eu não vou fingir que entendo o plano de Vecna envolvendo o sequestro das crianças (e como isso o ajudará em qualquer sentido - o que talvez seja explicado na segunda parte da temporada 5, ainda que duvide que fuja dos planos do vilão dos X-men, Apocalipse, que sim nasce nos anos 1980 como tudo na série, seja nos jogos da Capcom seja nos arcos ridículos dos anos 1990) ou como ele é tão poderoso em primeiro lugar (e sim, eu sei que isso é explicado em algum momento na temporada anterior - provavelmente algum momento que eu não prestei atenção) ou mesmo toda a contínua mitologia acerca do mundo invertido e o que ele significa...

Até porque tudo isso acaba parecendo sempre com alguma outra coisa mais conhecida na cultura popular, não é mesmo?

Os cientistas que se parecem com a Umbrella de Resident Evil (e não só eles, afinal os monstros lembram bastante alguns dos designs do universo de jogos), a mutante que tem poderes telecinéticos (sim, Jean Grey dos X-men) e que tem um ponto fraco que é sua kryptonita, o personagem inútil que descobre um poder escondido quando provocado (essa é um clichê bastante comum, mas Gohan de Dragon Ball só funciona dessa forma)...

E sim, eu repito, essa é a temporada que eu mais gostei desde a primeira...

Sei que o texto focou mais nos negativos que positivos até agora, só que se eu foco nos positivos acabo destacando spoilers e tirando a diversão de assistir à série e me parece melhor descobrir os positivos ao assistir aos episódios - ou, esperar que estejam todos disponíveis de uma vez só. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário