Com raríssimas exceções uma continuação de algum filme décadas depois dá certo - ou mesmo minimamente certo, mas com o horror e numa franquia que vem pelejando há décadas para (re)encontrar sua voz, uma continuação direta do filme de 2006 (que não é nem um bom filme sob muitas perspectivas).
Com um diretor como Christophe Gans com uma filmografia minúscula (inclusive desde o primeiro Silent Hill só tem um filme nada memorável adaptando A Bela e a Fera), e o roteirista Roger Avary (que ficou preso por dirigir embriagado - e em liberdade condicional por cinco anos) que não produz nada desde 2019... Meu amigo, isso tinha como dar certo?
O filme tenta adaptar o segundo jogo da franquia (que é um favorito dos fãs e o melhor da franquia sem grande concorrência), enquanto simultaneamente tenta contextualizar a série de uma maneira mais coesa (até porque o primeiro filme de Gans já usava vários dos elementos que são exclusivos do segundo jogo, como o vilão Cabeça de Pirâmide e as AlôôÔOO enfermeiras).
Até aqui, não é exatamente grande novidade e, sinceramente até tinha como funcionar, certo?
O problema é que, na tentativa de contextualizar como uma continuação direta e dentro do contexto do universo do primeiro filme (com a seita que é responsável pelos monstros e a névoa estranha permeando a cidade), inclusive justificando os eventos da história de James Sunderland e Mary como consequência direta e única da cidade, o grande gancho da história que é a culpa de James perde todo e qualquer impacto e relevância.
Ou seja, o filme não consegue lidar com o que faz o jogo interessante e desenvolver a partir daí.
Com isso, porque assistir um filme que não entende o material no qual é inspirado?
Com certeza não é pela atuação, pelo roteiro ou pelos efeitos especiais, mas fique a vontade para tentar me explicar qual o argumento que justifique isso, porque pra mim é um filme que nem como curiosidade vale a pena...
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