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15 de outubro de 2026

{Resenhas de Camas Queimando de Quinta} Marvel Midnight Oil

Eu vi meio que sem querer o lançamento dessas edições da Marvel com a premissa de recontar as histórias de personagens da editora como se fossem histórias de terror.

A do Homem Aranha é absolutamente brilhante e uma das melhores histórias do Homem Aranha, ponto (nem só em algum contexto específico), e genuinamente uma história de horror (sabendo dosar momentos de tensão, de suspense e de violência). Eu não quero dar spoilers, ainda que seja difícil não entregar algo mesmo com a mais simples premissa, afinal, esse não é o garoto que é mordido por uma aranha radioativa e vira um super herói, esse é um garoto mordido por uma aranha radioativa que vira um monstro... Pense mais "A Mosca" e menos, bem, o que foram os últimos 60 anos de quadrinhos do personagem.

E isso ficar reforçado desde o chavão (que vira 'Poder cria monstros') passando pelas páginas do dilema do personagem até o final em que efetivamente chegamos ao ponto mais importante da edição.

Material muito bom e eu realmente recomendo. 

Pena que parece que não passaram o mesmo memorando da ideia para os outros escritores...

Em X-men, Jonathan Hickman até faz uma história de terror com o grupo, mas, diferente da ideia de recontar sua história ou trajetória com a premissa de terror, o negócio vira 'E se os X-men virassem vampiros?' (que eu acho que já rolou por um tempo inclusive, nos 2010), pra mim não é nem o mais inspirado do Hickman e de longe é a pior ideia do projeto (até agora).
O que salva é que a arte que é simplesmente brilhante enquanto, mesmo sem inspiração, Hickman  ainda consegue trabalhar bem com a dinâmica de personagens e construir uma história minimamente coesa (ao contrário de outros outros autores mesmo se esforçando). 

E falando de outros autores mesmo se esforçando, chegamos à terceira minissérie, do Quarteto Fantástico, e, enquanto ela tenta fazer algo mais próximo do conceito geral de recontar a história do grupo com uma premissa de horror, eu acho que faltou explicarem para o Benjamin Percy (que eu acho um escritor ruim por bosta) o que é horror.

Ou o que é a origem do grupo...

Começamos com Reed Richards sendo demitido do cargo de professor (aparentemente assombrado por visões) enquanto um experimento dá errado e o coloca na cadeia, quando Sue Storm paga sua fiança para ajudá-lo com sua companhia de foguetes (que explodem). 

Essa é a mais fraca das três de longe.  

A edição não traz nada nem remotamente próximo de terror, sequer na promessa para as edições seguintes... Bem fraquinho e a forma de reinventar os personagens não apresenta nada de novo ou interessante, só uma nova roupagem para personagens antigos...

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